Aos 16 anos, Rafa Justus — filha de Roberto Justus e Ticiane Pinheiro — virou alvo de comentários negativos sobre sua aparência nas redes sociais e usou o próprio Instagram para desabafar. Mais do que o episódio em si, o caso reacende uma discussão importante sobre saúde mental: como o ódio gratuito online afeta quem ainda está formando a própria identidade. Para entender o tema, a CARAS Brasil conversou com a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani. CARAS
No desabafo, Rafa contou que se entristece ao ver tantos comentários maldosos — não tanto por se sentir ofendida, mas pela quantidade de ódio gratuito que algumas pessoas descarregam nas outras apenas para se sentirem superiores. Apesar da reação madura, especialistas alertam que ataques desse tipo podem deixar marcas, sobretudo quando o alvo é uma adolescente.
Segundo a Dra. Caliani, a adolescência é um período em que a identidade está em formação e o olhar do outro tem peso enorme. Críticas e comparações nas redes podem gerar insegurança, vergonha e até uma sensação de inadequação. O risco, explica a médica, é que, com o tempo, o valor pessoal passe a depender da validação virtual — curtidas, elogios, aparência —, o que fragiliza a autoestima e pode comprometer a autoconfiança levada para a vida adulta. CARAS
No caso de Rafa, a situação é ainda mais delicada por ela ter crescido sob os holofotes. Ser filha de pessoas famosas significa lidar com exposição constante e comparações vindas de todos os lados — mas, por trás da visibilidade, lembra a psiquiatra, existe uma adolescente como qualquer outra, com emoções, inseguranças e o desejo de ser aceita. Para ela, “a fama não oferece blindagem emocional”; ao contrário, às vezes aumenta a vulnerabilidade. CARAS
A recomendação da especialista é clara: jovens nessa fase precisam estar cercados de afeto, escuta e acompanhamento emocional. A presença da família, o apoio profissional e o fortalecimento do autoconhecimento ajudam o adolescente a separar a crítica real da crueldade gratuita. E o recado final vale para todos: antes de comentar, é preciso lembrar que do outro lado da tela existe uma pessoa que sente e pode se ferir com o que lê — empatia, afinal, é o que humaniza as redes.
A mensagem que fica é um convite à responsabilidade coletiva. O caso de Rafa Justus expõe algo que vai muito além de uma adolescente famosa: mostra como o ambiente digital pode machucar e por que acolhimento e apoio emocional são essenciais para proteger a saúde mental dos mais jovens.
Se você ou alguém próximo está sofrendo com ataques online e sente o emocional abalado, vale conversar com um adulto de confiança ou um profissional de saúde mental. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Fonte: CARAS Brasil – “Rafa Justus desabafa sobre ataque nas redes sociais; psiquiatra fala sobre acompanhamento emocional” — com a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.