Insônia, tontura e memória: a conexão entre mente e corpo

Nem todo sintoma físico nasce no corpo. Distúrbios de sono, tonturas, dores de cabeça e falhas de memória podem ter origem emocional — e tratá-los costuma exigir um olhar integrado entre psiquiatria e neurologia. Foi o que defenderam a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani e o neurologista Dr. Saulo Nader em conversa no canal Gazeta Hub, ao mostrar como mente e corpo trabalham juntos, para o bem e para o mal. Gazeta Hub

O ponto de partida é o sono. Segundo os especialistas, o ideal é dormir de 7 a 9 horas de qualidade por noite — dormir muito menos ou muito mais do que isso eleva o risco de doenças graves. O vilão da vez é o estresse de fim de ano, que leva muita gente a sacrificar o descanso para dar conta do excesso de tarefas, criando um ciclo de fadiga, mau humor e ansiedade. Gazeta Hub

As oscilações hormonais também entram na conta. No climatério e na menopausa, as variações fragmentam o sono e o tornam menos reparador. E aí mora um alerta importante: dormir mal não é só desconforto passageiro — é fator de risco direto para depressão e ansiedade. Gazeta Hub

Quando o assunto é memória, os médicos pedem calma. Boa parte dos “esquecimentos” é, na verdade, um problema de atenção seletiva, fruto da vida multitarefa. Uma pista útil: se a falha de memória oscila conforme o nível de estresse e de descanso, a causa tende a ser mais psiquiátrica do que neurológica. Já sinais como desaprender tarefas básicas ou se perder em lugares familiares merecem atenção, pois podem apontar para quadros como o Alzheimer. Gazeta Hub

Sobre a tontura, o recado é que nem tudo é labirintite. Uma das causas mais comuns é a VPPB — cristais que se soltam no labirinto —, que tem tratamento por manobras físicas. Mas há quadros, como a Tontura Postural Perceptual Persistente (TPP), com forte componente emocional, que exigem uma abordagem conjunta de neurologista e psiquiatra. Gazeta Hub

Para proteger corpo e mente, a dupla reforça hábitos simples e poderosos: atividade física regular, que melhora o sono e reduz sintomas de ansiedade e depressão; socialização, já que a interação social funciona como fator de proteção contra o Alzheimer; e estimulação cognitiva, com jogos de tabuleiro, xadrez, cartas e leitura ajudando a preservar a memória. Gazeta Hub

A mensagem central é um convite à atenção: não normalize o desconforto crônico. Muitos sintomas físicos têm tratamento — e, em boa parte dos casos, o cuidado emocional é a chave para resolver de vez aquilo que parecia ser “só do corpo”. Escutar o que o organismo sinaliza e buscar avaliação profissional é o primeiro passo.

Fonte: Gazeta Hub – conversa entre a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani e o neurologista Dr. Saulo Nader sobre a conexão entre saúde mental e física.

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