Em épocas festivas, o consumo de álcool dispara — e, com ele, a temida ressaca do dia seguinte. Em entrevista ao Band Jornalismo, o neurologista Dr. Saulo Nader explicou o que realmente acontece no organismo depois do excesso e quais hábitos ajudam a minimizar o mal-estar. O recado é direto: não existe milagre, mas existe prevenção. Band Jornalismo
Segundo o médico, o corpo interpreta a ressaca como uma espécie de tontura de origem clínica, acompanhada de náuseas e mal-estar geral. Quando essa tontura aparece forte na manhã seguinte, é um sinal claro de que o organismo passou do limite. Band Jornalismo
O neurologista destaca que não é só a quantidade ingerida que pesa: a genética também influencia. Pessoas de ascendência asiática, por exemplo, tendem a ser mais sensíveis ao álcool e podem sentir os sintomas mais cedo e com maior intensidade. Band Jornalismo
Na hora de prevenir, a recomendação principal é evitar o consumo excessivo. E o que Dr. Saulo Nader trata como o grande “segredo” é a hidratação: a dica prática é intercalar cada dose de bebida alcoólica com um copo de água. Ele reforça que não há chás nem fórmulas mágicas — a hidratação constante durante o consumo é o melhor antídoto disponível. Band Jornalismo
Para quem já acordou mal, a orientação é evitar movimentos bruscos, caminhadas longas ou atividade física enquanto a tontura persistir, justamente para reduzir o risco de quedas. O uso de medicamentos para náusea ou de analgésicos pode ajudar a aliviar os sintomas — desde que sejam remédios de uso habitual ou prescritos pelo próprio médico. Band Jornalismo
A conclusão do especialista é honesta: depois do excesso, não dá para apagar a ressaca por completo, mas dá para tratar os sintomas pontuais e, acima de tudo, manter-se hidratado. Receita de vovó ou “fórmula infalível” à parte, o melhor remédio segue sendo o mais simples — moderação na hora da festa e água antes, durante e depois.